Brasil tem crescimento de mais de 50% na exportação de produtos lácteos

Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

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O montante soma cerca de 30 mil toneladas enviadas para fora do país

De acordo com o Relatório de Comércio Exterior emitido pela Comex Stat, o volume acumulado em 2020 de exportação de queijos e coalhadas no Brasil cresceu mais de 20%, totalizando mais de 4 mil toneladas. Já os produtos como creme de leite, leite e outros laticínios aumentaram 26,6%, somando 26 mil toneladas. Os países que mais importam produtos lácteos são: Estados Unidos, Venezuela, Chile, Paraguai, Filipinas e Emirados Árabes Unidos, juntos receberam 56,7% do total de leite, creme de leite e laticínios (exceto manteiga e queijo).

(Fonte: Comex Stats)

Algo em comum, que estes países prezam na hora de selecionar o produto que irão importar, é a rastreabilidade e o blockchain, uma integralização de sistemas que facilita a visualização de certificadores, ministérios, câmaras de comércio, entre outros. O objetivo é agilizar o processo de documentação e proporcionar mais credibilidade às certificações e rastreabilidade de toda a cadeia produtiva.Além da parte burocrática, outro ponto relevante é o bem-estar animal.  “Proporcionar o bem-estar animal, neste caso, ao gado leiteiro, não é uma opção e sim, o sinônimo de manter o negócio. O mundo busca por alimentos mais seguros e que ofereçam mais qualidade em toda a cadeia produtiva”, afirma o gerente comercial da Cdial Halal, Omar Chahine.

Mercado Muçulmano

Alguns, como por exemplo os Emirados Árabes Unidos e a Filipinas, que possuem uma população de muçulmanos relevante, além de avaliar essas questões também precisam se atentar ao selo halal, um certificado que atesta que os produtos são permitidos para consumo da população muçulmana. “A certificação halal é considerada um selo de qualidade não só para a comunidade muçulmana e sim para todo o mundo. Todo o processo de certificação halal é rastreado e garante a segurança alimentar”, ressalta Omar.

Atualmente, são 1.8 bilhão de muçulmanos no mundo e a previsão é chegar a 3 bilhões até 2030. Dentre os países que mais possuem muçulmanos estão Indonésia, Malásia, Paquistão, Índia, Egito, Turquia entre outros localizados no continente asiático. Mas, a população tem expandido e ficado cada vez mais comum em países como Canadá, Congo, Bélgica, Guiné-Bissau, Togo e Holanda.

(Fonte: Comex Stats)

Investir neste mercado tem sido extremamente rentável. Conforme dados do State of the Global Islamic Economy Report (Relatório Global da Economia Isâmica), os gastos com produtos halal no mundo (comida, fármaco, cosmética, lifestyle e outros) podem chegar a simples cifras de US$ 3,2 trilhões em 2024.

De acordo com Chahine, para que o Brasil possa expandir e facilitar as exportações, seja de lácteos ou de qualquer outro produto para os países asiáticos, africanos e árabes, é de extrema importância ter um selo de certificação halal. “Com certeza as portas vão se abrir com mais facilidade. A grande preocupação mundial é ter segurança absoluta em tudo que recebem de outros países, seja alimento, produto cosméticos, entre outros. A empresa que não se preocupar com questões sanitárias vão deixar de exportar para um mercado gigantesco. O Brasil tem qualidade nos produtos que fabrica e é um parceiro comercial com credibilidade. É um mercado rentável e muito grande para não darmos a verdadeira atenção”, alerta o gerente.


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